segunda-feira, 17 de maio de 2010

O Caçador de Pipas - A amizade de Amir e Hassan


O cenário do livro "O caçador de pipas" é o Afeganistão: desde antes da queda da monarquia, passando pela invasão russa e pela implantação de um regime autoritário de cunho religioso e nacionalista, o Talibã. Como consequência deste regime, os refugiados convergem para os EUA e para o Paquistão.

A obra conta a história de um menino rico, Amir, que mora em Cabul, capital do Afeganistão. Ele é atormentado pela culpa de ter traído seu amigo de infância, Hassan, filho de um empregado de seu pai. Amir e Hassan cresceram juntos, como seus pais, brincando, vendo filmes, participando de competições de pipas. Toda uma infância os une, mas somente depois de muitos anos Amir se dá conta da força desse relacionamento.

Hassan, apesar de analfabeto, por muitas vezes é mais sábio e perceptivo que o amigo. No inverno de 1975, ele oferece uma chance a Amir de se mostrar um grande homem e de mudar o mal-estar que sentia em relação ao empregado, inferior e diferente. Mas Amir não aproveita a oportunidade e vive muitos anos lamentando-se.

Tempos depois, Amir, que havia saído do Afeganistão, volta para tentar resgatar o equívoco, mas não encontra mais o seu país como deixou há vinte anos. Ele encontra uma nação oprimida pelo Talibã.


Uol Educação

A amizade de Davi e Jonathas


Um dos nove livros da década de 70 que promove a teologia favorável ao homossexualismo é Jonathan loved David (Jônatas amou a Davi), escrito pelo pastor episcopal Tom Horner. O livro pretende dizer que entre Jônatas (filho de Saul) e Davi (genro de Saul) havia uma relação homossexual.

É verdade que Jônatas amou a Davi. Está lá nas Escrituras Sagradas: “A alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou, como a própria alma” (1 Sm 18.1).

Não era só Jônatas que amava Davi. Saul também “o amou muito” (1 Sm 16.21). Mical, a irmã de Jônatas, “amava a Davi” (1 Sm 18.20).Também não era só a família de Saul que amava a Davi. A mesma Escritura afirma que “todo o Israel e Judá amavam a Davi” (1 Sm18.16). O jovem “era benquisto de todo o povo, e até dos próprios servos de Saul” (1 Sm 18.5).

Por que Davi era o amado de todo o mundo? Por causa de sua simpatia, da sua simplicidade, da sua coragem, do seu caráter, da sua “boa aparência” (1 Sm 16.12 e 18, 17.42) e por dedilhar tão bem a sua harpa ( 1 Sm 16.18). Davi gerava confiança nos outros, a tal ponto que “ajuntaram-se a ele todos os homens que se achavam em aperto e todo homem endividado, e todos os amargurados de espírito” (1 Sm 22.2). Inicialmente eram 400 pessoas. Esse número elevou-se pouco depois para 600 homens (1 Sm 23.13, 27.2, 30.9).

Há uma coisa que aproxima Jônatas e Davi. Os dois amigos tinham uma fé simples no poder e na atuação de Deus. Eles eram iguais quanto a isso. Jônatas explicou ao seu escudeiro que “para o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos” (1 Sm 14.6). Por essa razão, ele teve coragem para invadir, só com o escudeiro, uma guarnição dos filisteus e obter vitória. Igualmente Deus explicou a Saul que, se o Senhor o tinha livrado das guarras do leão e das garras do urso, livrá-lo-ia também do gigante filisteu. Por essa razão, ele teve coragem para enfrentar Golias com apenas cinco pedrinhas lisas retiradas do ribeiro (1 Sm 17.34-40).

A dificuldade de Davi nunca foi homossexual. Sua poligamia (Mical, Abigail, Ainoã, Maaca, Hagita, Abital,Eglá, Bate Seba e outras) e seu adultério com a mulher de Urias mostram que a dificuldade do famoso salmista era heterossexual (1 Sm 18.27, 25.42-43, 2 Sm 3.2-5,11.1-27).
A este respeito, escreve o rabino Henry I. Sobel, da Congregação Israelita Paulista:

“O íntimo relacionamento entre Jônatas e Davi é visto na Bíblia como um modelo de amizade. Em nenhum lugar das Escrituras se encontra referência a uma ligação homossexual entre eles. O versículo normalmente citado para justificar o homossexualismo é aquele em que Davi chora a morte de Jônatas, dizendo: ‘Teu amor me era mais precioso que o amor das mulheres’ (2 Sm 1.26). É importante observar, entretanto, que a palavra hebraica ahavá não significa apenas amor no sentido conjugal/sexual, mas também no sentido paternal (‘Isaque gostava de Esaú’, em Gn 25.28), no sentido de amizade ( ‘Saul afeiçoou-se a Davi’, em 1 Sm 16.21), no sentido de amor a Deus (‘Amarás o Senhor, teu Deus’, em Dt 6.5) e no sentido de amor ao próximo (‘Amarás o próximo como a ti mesmo’, em Lv 19.18). Em todos estes exemplos, o verbo usado na Torá (a Bíblia hebraica) é ahavá. É por razão lingüística — e não por falso pudor — que a maioria das traduções bíblicas cita 1 Samuel 1.26 ‘Tua amizade me era mais preciosa que o amor das mulheres’.” (Em fax ao psicoterapeuta Ageu Heringer Lisboa, datado de 29 de abril de 1998.)

Fonte: Moses - *Extraído com permissão da revista ULTIMATO nº 254.